POESIA & ESCRITA. 

Inglaterra Nunca Mais:

Inglaterra Nunca Mais:

Batalha de Trafalgar. Pintura de Clarkson Stanfield Frederick, séc. XIX.

Em 1805, os sonhos de invadir a Inglaterra de Napoleão afundaram com suas naus abatidas pela Marinha Real Britânica. A vitória britânica, na Batalha de Trafalgar, perpetuou o déspota francês à Europa Continental e premiou os navios ingleses com a hegemonia sobre os oceanos nos próximos cem anos.

Em outubro de 1805, o jovem imperador Napoleão Bonaparte se aproximava do ápice do seu poder e, dentre seus principais objetivos, estava a conquista da ilha além-mar chamada Grã-Bretanha. Teoricamente, seria fácil atravessar o Canal da Mancha e desembarcar suas tropas, no entanto, o estreito canal estava bloqueado pela mais poderosa armada naval da época: a Royal Navy (Marinha Real Britânica). As fragatas inglesas vigiavam os portos franceses mantendo as naus continentais presas às docas. O mesmo ocorria nos portos espanhóis sob controle francês no Mediterrâneo, o que desmembrava a frota de Napoleão — e seria necessário unificá-las para se ter alguma chance real de invasão.

Em 21 de outubro de 1805, no Cabo de Trafalgar, na costa Espanhola, a Marinha Real Britânica liderada pelo veterano almirante Nelson interceptou e confrontou a grande armada franco-espanhola comandada por Villeneuve que tentava ir ao norte. No plano de guerra, a batalha pendia a favor dos franco-espanhóis por estarem em maior número (trinta e três contra vinte e sete) e disporem de alguns dos melhores navios da época, mas foi a estratégia revolucionária de Nelson que decidiu a batalha.

Nas disposições táticas, em vez de formar a secular “fila indiana” e disparar os desnorteados canhões em ataques de banda (atirando de lado), como fez Villeneuve, Nelson dispôs seus navios em duas colunas e navegou sem disparar — impossível acertar algo que não os próprios navios da outra coluna britânica — até estar entre a esquadra adversária, acabando por anular grande parte da linha de tiro de Napoleão. Neste ponto, os canhões do almirante britânico rugiram à queima roupa.

Disposições táticas da Batalha: ingleses com duas colunas transversais à formação franco-espanhola em banda (fileira indiana).

 

Antecipadamente, Nelson havia ordenado que cada canhão fosse carregado com três balas. Os canhões perdiam em alcance, mas captavam maior poder de fogo em curta distância. A estratégia do comandante inglês pôs em xeque toda a esquadra adversária e arruinou para sempre qualquer plano francês de invadir Londres.

 

Incrivelmente, os britânicos venceram o embate sem perder um único navio e tendo o saldo negativo de apenas 1.500 marinheiros entre mortos e feridos, enquanto que a armada franco-espanhola amargava a perda de aproximadamente 20 navios (entre tomados e abatidos), 7 mil marinheiros mortos e a captura do próprio Villeneuve com outros 7 mil soldados.

 

Em meio à batalha, Nelson teria dito: “A Inglaterra espera que cada homem cumpra o seu dever!”. Pintura Rear-Admiral Sir Horatio Nelson (1758-1805), de Lemuel Francis Abbott, 1799.

Em meio à batalha, Nelson teria dito: “A Inglaterra espera que cada homem cumpra o seu dever!”. Pintura Rear-Admiral Sir Horatio Nelson (1758-1805), de Lemuel Francis Abbott, 1799.


 

A grande perda inglesa foi a morte do próprio almirante que salvou a Grã-Bretanha do desembarque do então invencível exército francês. No auge do combate, um tiro disparado pela gata (máquina de guerra semelhante à catapulta) do navio Redoubtable acertou a dragona no ombro esquerdo de Nelson. Gravemente ferido, o comandante foi removido e um pano foi posto em seu rosto, visando que os demais tripulantes não percebessem o que acontecia (Nelson não desejava arrefecer o ânimo dos soldados que ainda lutavam).

 

Por fim, o grande almirante morrera meia hora antes do final da batalha, mas imensamente orgulhoso de tê-la vencido e servido à pátria inglesa, tornando-se um dos seus maiores heróis. Do lado francês: os sonhos de invadir a Inglaterra naufragaram literalmente.

REFERÊNCIAS:
CABRAL, Vinicius. Trafalgar: A Incrível Vitória de Nelson. Acesso em 20 jan. 2013.
CAWTHORNE, Nigel. As Maiores Batalhas da História: Estratégias e Táticas de Guerra que Definiram a História de Países e Povos. trad. Glauco Dama. São Paulo: M. Books, 2010.
NEWARK, Tim. História Ilustrada da Guerra. trad. Carlos Matos. São Paulo: Publifolha, 2011.

Fonte Internet:

Por Eccel

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