POESIA & ESCRITA. 

Mundo Tem 30 Milhões de Escravos.

Mundo Tem 30 Milhões de Escravos.

Relatório de ONG australiana aponta Índia e China como os países onde a situação é mais crítica. Brasil aparece em 94ª no ranking.

Quase 30 milhões de pessoas vivem sob condições de escravidão atualmente no mundo, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (17/10) pela ONG australiana Walk Free Foundation, que examinou o problema em 162 países.

A Índia é o país com o maior número de escravos, com quase 14 milhões. Em segundo lugar está a China, com cerca de 3 milhões.

Os dois países têm uma população de mais de 1 bilhão de habitantes cada.

No entanto, o lugar onde o problema da escravidão é proporcionalmente mais grave é na Mauritânia, no oeste da África, onde cerca de 4% da população é escravizada, principalmente através do casamento forçado de crianças.

No alto da lista também aparecem Haiti e Paquistão.

Por outro lado, Islândia, Irlanda e Reino Unido são os países onde a prevalência de escravidão entre a população é a mais baixa do mundo.

A Walk Free Foundation chegou a esses números considerando não apenas a escravidão tradicional, mas também práticas como casamentos forçados, exploração infantil e tráfico de pessoas.

O relatório alerta para o fato de que apenas dez países são responsáveis por 76% do total das pessoas escravizadas no mundo atualmente.

O Brasil aparece na 94ª posição na lista.

A ONG estima que haja até 220 mil pessoas vivendo sob condição de escravidão no país atualmente.

Elas trabalham sobretudo em minas, plantações e na exploração madeireira.

O relatório cita também a escravidão de bolivianos no setor têxtil brasileiro e ressalta existir pouca informação em relação ao trabalho doméstico.

30 milhões de pessoas a viver em condições de escravatura em todo o mundo, segundo o primeiro estudo realizado à escala global sobre este flagelo.

Quase metade vive na Índia, onde a pobreza e o sistema de castas atiram milhões para uma engrenagem da qual poucos conseguem sair.

Os dados constam do Índice Global de Escravidão, o primeiro estudo a nível mundial sobre um fenómeno que “muitas pessoas ficam surpreendidas por ainda existir”, mas que “continua a ser um estigma em todos os continentes”, explicou à AFP Nick Grono, director-geral da Walk Free, organização criada na Austrália para denunciar a prevalência da escravatura, mais de um século depois de ter sido abolida.

“As leis já existem, mas faltam os meios, os recursos e a vontade política”, diz Grono, esperando que este trabalho sirva como um alerta.

O índice, admite o responsável, é o resultado de um exercício difícil, quer porque se trata de “um crime escondido” – “é quase como tentar medir a violência conjugal ou o tráfico de drogas”, diz –, quer porque a escravatura moderna é mais complexa do que o comércio de seres humanos durante o período colonial.

Abrange situações “em que as pessoas estão reféns da violência, são obrigadas a aceitar um emprego, mas também outras situações em que são economicamente exploradas, em que não são pagas ou recebem o mínimo para sobreviver e não são livres de partir”.

As vítimas de tráfico humano, as mulheres forçadas a casar ou as crianças exploradas em situações de guerra entram também nesta definição.

É dessa soma que a Ásia surge como o continente onde há mais pessoas escravizadas – quase dois terços do total contabilizado a nível mundial.

Só na Índia são perto de 14 milhões de pessoas, mas as estimativas apontam também para 2,9 milhões de seres humanos escravizados na China e mais de dois milhões no Paquistão.

Na Índia, há milhares que já nascem escravos, presos pelo sistema de castas que embora ilegal se mantém enraizado, ou forçados a trabalhar a vida inteira para pagar dívidas, muitas vezes contraídas por antepassados.

No fabrico de tijolos, na construção ou nas minas a céu aberto este “vínculo para a vida” arrasta famílias inteiras e rouba milhões de crianças à escola.

O flagelo estende-se também ao lar, com jovens forçadas pelos pais a casar e depois escravizadas pelos maridos e as suas famílias, ou de crianças obrigadas desde muito pequenas a mendigar ou a prostituir-se.

Mais de dois terços das pessoas exploradas em todo o mundo vivem em dez países (22 dos 29,3 milhões),

Mas o índice é liderado por um pequeno país, que não constam sequer desta lista: na Mauritânia quatro por cento da população vive escravizada, incluindo milhares de crianças que nasceram a ser vistos como propriedade de alguém.

O segundo lugar é ocupado pelo Haiti, onde centenas de milhares de crianças de aldeias pobres são enviadas para trabalhar em casas na cidade, ficando muitas vezes sujeitas a todo o tipo de abusos.

Portugal surge neste índice a par da Espanha, no 147º lugar entre 162 países, calculando-se que haja entre 1300 a 1400 pessoas forçadas a trabalhar em situações de exploração.

A Islândia surge como o mais bem cotado de todos os países da lista, com menos de cem pessoas em situação de escravatura, seguida da Irlanda e Reino Unido.


Fonte Internet:

Por Eccel

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